Peco por atraso, efectivamente. No entanto, foi apenas por não querer passar à frente de ninguém, esperando pacientemente pela minha vez de escrever.
O assunto deste “post” é a noticia, em que era referido que Armando Vara, passara à frente de cerca de dez utentes, no Centro de Saúde de Alvalade, para obter um atestado…
Para já, começo por dizer que a noticia, para mim, não é o facto do indivíduo ter, desrespeitosamente, passado à frente dos outros (velhos que lá estão todos os dias), mas sim o facto de estar a recorrer a um serviço de saúde público, e ter de se misturar com o povinho (não haveria nenhum “amigo” de face oculta, a quem cobrar esse favor?) arriscando contrair alguma maleita, tipo probreza crónica, ou infeção no offshore.
Recorrendo ao léxico, verifica-se que “Varar” é sinónimo de “atravessar, expulsar, aterrar, encher de espanto, passar além”, entre outros, pelo que facilmente se conclui que Armando Vara, nada mais fez senão fazer justiça ao seu nome (reparem como, de forma exímia, consegui, na mesma frase dizer “justiça” e “Armando Vara”!).
Penso que o SNS, deveria repensar os critérios de prioridade, e criar uma nova categoria da mesma, na triagem dos seus centros de atendimento, assim para além da cor verde, cor azul, cor laranja e cor vermelha, introduziriam a cor de vara, como sendo o topo da urgência, que prevaleceria mesmo sobre um politraumatizado…
Já agora fica a questão: como será cor de vara quando foge?
Abracinhos
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