terça-feira, 22 de março de 2011

Um PINanalfabético no Pingo Doce

No outro dia fui ao Pingo Doce , e estava já na caixa para pagar, com o carrinho cheio até acima, e quando vou a marcar o código para pagar com o cartão multibanco, eis que fico PINanalfabético, e o sacana do código do cartão dá de frosques e deixa-me ali sozinho!
Erro na 1ª tentativa, e penso: fod*-se (!), estes gajos já vão ficar a pensar que venho para aqui fazer compras e não tenho dinheiro.
O pânico toma conta de mim, e quando dou por ela já estou a carregar nos botões todos, como se estivesse a jogar um jogo de porrada na playstation!
O suor começa a aparecer, e começo seriamente a pensar em mandar-me para o chão e fingir um desmaio.
A outra hipótese que coloquei foi começar a fazer um sapateado para os distrair, e no momento exacto correr porta fora.
Mas, bolas, não tinha trazido os sapatos adequados.
Então tento sacar de um segundo cartão, mas a zona do cérebro onde guardo estas coisas tinha sofrido um apagão total.
A tipa da caixa dizia-me “deixe lá, isto acontece”, mas com o olhar terminava a frase com “acontece aos caloteiros”…
Nunca desejei tanto ter uma pá, como naquela altura, para cavar um buraco bem grande, dali para fora.
Nesta altura, já era possível estrelar um ovo na minha cara, ou mesmo acender um cigarro.
Na minha cabeça, os neurónios gritavam de pânico, e tentavam a fuga pelos ouvidos, pois o reactor já estava em sobreaquecimento e prestes a rebentar.
Ainda assim, tentei colocar um ar digno, mas aquele sorriso estúpido, de quem está comprometido, não me saia da cara, e pedi para me guardarem o carrinho, que já voltava. A caixa respondeu-me educadamente que sim, mas novamente terminou a frase com o olhar dizendo, “como se cá voltasses, ó caloteiro”.
Saí, com os olhares daquela gente toda, cravados na minha nuca, e fui direito a um multibanco, fazer umas tentativas no teclado, sem colocar o cartão.
Parecia um maluco a carregar nas teclas e a falar para a máquina.
O cérebro começou a arrefecer, e a calma começou a instalar-se, e os números de repente apareceram na ponta dos meus dedos!
Coloquei o cartão para experimentar, e confundi os códigos dos cartões!
Não estava fácil.
Percebi o erro, e então guardei os números correctos e bem associados na minha cabeça.
Última tentativa, com os cartões prestes a bloquear, já não havia margem para erro.
Calma.
Voltei a entrar.
Peço para pagar.
Bingo! À primeira!
Levanto os braços, e grito “Pimba! Enche!Toma lá!” (bom, pelo menos foi assim que aconteceu na minha cabeça).

Já sabia que no Pingo Doce podia comprar cócorócó, mas não sabia que também podia lá comprar dignidade!
Impressionante, hoje em dia já vendem de tudo!
"Pingo Doce, venha cá...mas não se esqueça do cócórócódigo!"

Abracinhos

segunda-feira, 21 de março de 2011

Quem nunca furou uma greve, que atire a primeira pedra

Foi sob este lema, que os camionistas na semana passada puseram em marcha, uma jornada de protesto, que terminou rapidamente em sucesso, porquanto o governo decidiu premiar aqueles actos de cidadania e de pontaria, acordando de forma célere, na maioria das suas reivindicações.
Devido a esta demonstração de destreza e ausência de respeito pela vida humana, o Irão através de canais diplomáticos, está já a encetar negociações com o estado português (propositadamente escrito em letra minúscula), para que os camionistas que foram apanhados em flagrante delito, arremessando pedras a veículos que teimavam em circular, imagine-se (!), livremente na via pública, sejam deslocados para aquele país, por forma a integrarem de imediato, a força especial de apedrejamento/lapidação de mulheres adúlteras, pois é uma pena tanto talento ser desperdiçado em fura greves e outros pecadores menores.

Abracinhos

sexta-feira, 11 de março de 2011

Notícia de última hora

Notícia de última hora!

Fontes seguras revelam que o terramoto de hoje no Japão, teve epicentro no discurso de tomada de posse de Cavaco Silva.

Abracinhos

Cor de Vara

Peco por atraso, efectivamente. No entanto, foi apenas por não querer passar à frente de ninguém, esperando pacientemente pela minha vez de escrever.
O assunto deste “post” é a noticia, em que era referido que Armando Vara, passara à frente de cerca de dez utentes, no Centro de Saúde de Alvalade, para obter um atestado…
Para já, começo por dizer que a noticia, para mim, não é o facto do indivíduo ter, desrespeitosamente, passado à frente dos outros (velhos que lá estão todos os dias), mas sim o facto de estar a recorrer a um serviço de saúde público, e ter de se misturar com o povinho (não haveria nenhum “amigo” de face oculta, a quem cobrar esse favor?) arriscando contrair alguma maleita, tipo probreza crónica, ou infeção no offshore.
Recorrendo ao léxico, verifica-se que “Varar” é sinónimo de “atravessar, expulsar, aterrar, encher de espanto, passar além”, entre outros, pelo que facilmente se conclui que Armando Vara, nada mais fez senão fazer justiça ao seu nome (reparem como, de forma exímia, consegui, na mesma frase dizer “justiça” e “Armando Vara”!).
Penso que o SNS, deveria repensar os critérios de prioridade, e criar uma nova categoria da mesma, na triagem dos seus centros de atendimento, assim para além da cor verde, cor azul, cor laranja e cor vermelha, introduziriam a cor de vara, como sendo o topo da urgência, que prevaleceria mesmo sobre um politraumatizado…
Já agora fica a questão: como será cor de vara quando foge?

Abracinhos

sexta-feira, 4 de março de 2011

A ver a bola?!?!

Passada quarta-feira, em frente à televisão a ver o Benfica-Sporting, quando dou por mim a vibrar e só a dizer F*d#-se e C#r#lh*, e a gritar “Golo” tão alto (2 vezes, para não haver equivocos), que até assustei a minha mulher e a minha filha. Logo eu que nunca liguei nada ao futebol!
Tu queres ver, que agora aos 35 anos, é que estou a ficar um homem??

Abracinhos