Como as coisas mudam, meus amigos!
Estamos mesmo a bater no fundo. Num Sábado destes, às oito e picos da manhã, já ía eu, a Marisa e a Mafaldinha a caminho de Sesimbra para tomar o pequeno almoço, quando antigamente, era muitas vezes esta a hora a que nos deitavámos, depois duma longa noite de borga. Mas nessa manhã, pareceu-nos que ainda dava para descer mais um bocadinho, e para compor o quadro, sintonizámos a Rádio Renascença, que àquela hora dá missa da boa, mesmo a esgalhar, com uma batida techno-christ, mixada pelo MC Padre Lázaro, aka, DJ Pilgrin, inventor da beat-hostia.
Uns tempos de depois, estávamos a passar uns dias de férias em V.N. de Milfontes, e soubemos que ía lá a SIC, com o programa “SIC ao Vivo”, que para quem não sabe, é um daqueles programitas adormecedores de cérebros, com artistas de alto gabarito da música popular, anedotas, fofoquices, jogos e afins, apresentado pelo (panel)Eiró e companhia, e nós claro, fomos os três assistir ao programa in loco, inclusivamente até demos um pezinho de dança ao som do dotadíssimo rouxinol José Malhoa, que para os que não conhecem, identifico como sendo o baboso pai da Ana Malhoa (senhora que dispensa apresentesões), mas novamente pareceu-nos que não tínhamos descido baixo o suficiente, e então a Marisa disse “quando sairmos daqui, vamos já comprar umas Crocs iguais para os três!”. E assim compusemos o ramalhete.
Mas um furo mais abaixo, atinge-se quando agora damos por nós a dar “Urras!” e “Vivas!” por estarmos a limpar fraldas tão bem cheirosas, com os pasteis com que a Mafaldinha nos presenteia! Quando se atinge um pico tão alto de felicidade por estarmos a limpar merda, a um olhar menos atento pode parecer não ser possível descer mais baixo…Mas cada vez que se dá o grito de guerra: “AMOOOOOOR, A NOSSA FILHA JÁ CAGOU!” abre-se todo um leque de novas abordagens no que toca a picos descendentes…
Abracinhos
terça-feira, 18 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
O Alive - A pedido de uma familia anónima
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A pedido de uma família anónima, e porque realmente estava em falha para com o Optimus Alive, cá vão umas tontices sobre isso.
Isto já não é o que era dantes, e quando digo isto, refiro-me não só ao (pouco) tempo ou disponibilidade de que disponho para ir a festivais (a Mafaldinha ocupa agora esse lugar), mas essencialmente à capacidade de resistência deste corpinho maravilhoso. Quem me conhece sabe que nos festivais não tenho baixo termo, nem sequer mesmo meio termo, é sempre carga máxima, e o céu, meus amigos, é sempre o limite (principalmente se já estivermos de costas no chão, tipo tartaruga…). O problema com me ando a deparar nestes últimos festivais é que de facto já não tenho 20 anos, e cada vez, a recuperação é mais lenta e dolorosa. O que já me leva a tomar medidas de prevenção logo que chego a casa, um bom benuron acompanhado dum shot de gurosan, o corpo entra num tal estado de choque que faço “tilt” e resvalo rapidamente para o inconsciente. No dia seguinte está-se mal, mas não tão mal.
Festivais agora, é como o outro diz “de manhã é eu mais caminha”, e pelo menos dormir umas 10 horitas. Ora, no Sudoeste isto representa um problema, pois para estar numa casa, tem necessariamente de se conduzir, serviço para o qual normalmente ninguém se voluntaria…não sei porquê, já para não falar de estar 4 dias sem cagar, é natural que o corpo entre em colapso nervoso (ou se perferirem, merdoso)!
Assim o Alive é de facto uma bênção, porque estou pertíssimo de casa…
O cartaz do Alive do ano passado, para mim, estava de facto melhor, mas isto vindo de um gajo que é capaz de estar horas a falar, sem ligar ao que está a tocar no palco é no minímo suspeito. Gosto muito de música, mas também gosto muito falar, e às vezes é difícil controlar, exige um grande esforço da minha parte, principalmente depois de ter bebido uma ou outra imperialzita.
Por exemplo, este ano, no primeiro dia apareceu por lá o Duarte (nome fictício), e resolvemos meter a conversa em dia, resultado não vi practicamente nada nesse dia, mas agora posso estar outra vez um ano sem falar com o gajo, é que se nos encontrássemos agora já não tínhamos nenhum assunto para discutir.
Depois existe sempre o problema de termos acesso à área VIP, o que é de facto muito aborrecido…ter WC’s asseados, ter uns puffs para relaxar e bebida à borla, quanto à comida vê-se pouca, mas como lavamos farnel às costas, não há problema…tens é depois os verdadeiros VIP’s a cobiçar-te a bela da sandoca de panado, como se estives a comer caviar.
Nesse dia ainda cheguei a ver o fim de Metallica, mas penso que eles não terão levado a mal. Para variar, ficámos até depois do fim, alguém tem de fechar as portas daquilo…
Segundo dia, mais música, menos conversa, mas para quem gosta de música um festival é complicado, pois está sempre a tocar qualquer coisa, e não dá para ver tudo, fazem-se opções às vezes apanhas desilusões, mas também tens agradáveis surpresas. O corpo acusa cansaço, e por incrível que pareça, não aguentamos para além das 4h30m…
Terceiro dia, estou para morrer, custa-me para caraças levantar da cama, só não saio de casa mais tarde, porque quero mesmo ver Olivetree Dance, por que senão só ía lá para as oito. Arrasto-me a mim e à minha granda cabeça até à estação dos comboios e lá vou eu. Mais um dia de combate. Dói pernas, dói costas, dói cabeça...A única posição em que se consegue estar é na famosa "Posição Flamingo".
Nesse dia tinha de estar preparado para uma directa, no dia a seguir ía logo para Aljezur – expresso às 07h30m, de loucos.
Foi um dos melhores dias em termos de bandas, e para terminar, segundo informações veiculadas secretamente pelo J. ía haver uma festa no fim, na zona VIP, que ía durar até de manhã, o que era uma chatice, pois havia aqui um nítido conflito de interesses devido ao facto de ter um expresso para apanhar.
Às 4h30m, a muito custo, a minha consciência conseguiu fazer-me arrancar.
Quando estou a abandonar o recinto, liga-me o J. “Pá onde é que andas? Ainda está cá dentro do Alive? É que vamos agora roubar uma bicla de sete lugares…”…Mais tarde fiquei a saber que entraram com a bicla pela zona VIP adentro….
Fica o velho ditado: “Mesmo que não possas, fica sempre mais um bocadinho, depois de ficares mais um bocadinho”
Ainda hoje estou para saber como é aquilo durou até tão tarde, sem eu lá estar…
Agradecimentos especiais à Marisa e ao Johny Pine.
Fica a critica, uma imperial custava € 2,00, o que é muito caro, principalmente quando se bebe MIL ou MAIS...
Abracinhos
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