Tipo, alguém explica o que se passa com as gajas e as compras?
É assim tão difícil sair de casa, e pura e simplesmente não sacar da carteira?
Será que existe algum concurso feminino secreto, do tipo “A mais rápida carteira do Oeste”?
Que necessidade é essa de gastar dinheiro?
Acho que nem as próprias mulheres conseguem explicar por que razão sentem tanta necessidade em comprar coisas, que na maioria das vezes não são necessárias, ou pelo menos, não são imediatamente necessárias.
Do tipo, “comprei este casaquinho de lã agora no Verão, para usar no Inverno, pois os 30 que já tenho não suficientes!”
Para agravar o problema, as compras que fazem, normalmente levam a mais compras.
Exemplo prático: Compram muito sapatos, que acabam por não caber no armário, logo começam com a conversa (ler em falsete) “Temos de comprar uma sapateira, e já agora também um armário!”, que mais tarde ou mais cedo levará a um (mais falsete) “Temos de comprar casa nova, esta é pequena, não tenho onde arrumar nada!”
É inconsciente e crónico, psicologicamente falando, é um comportamento que para além de compulsivo também é um reflexo condicionado, lembram-se do Pavlov e do seu cão?
Os tipos dos centros comerciais, estudaram isto, e percebem perfeitamente as diferenças entre homens e mulheres, por isso fazem as montras cada vez maiores e mais luminosas, as montras de artigos de homens são feitas a pensar nas mulheres, e os sofás à porta das lojas são cada vez mais confortáveis a pensar nos homens…
Nas compras, também existe um pormenor engraçado, que é o facto de as mulheres conseguirem andar quilómetros e quilómetros a fazer compras sem nunca se cansarem ou queixarem, mas se vamos a um outro sitio qualquer, e um tipo não estaciona o carro mesmo à porta, digamos que estacionamos a uns 20 metros, ouve-se logo um “porque é que vais estacionar tão longe? Olha só o que temos de andar!”
Tenho de admitir porém que, de vez em quando até compram algo que faz realmente falta, e que um gajo não compraria, mas isto decorre, matematicamente, do facto de que quando se compra mil coisas, existir franca probabilidade de se vir a acertar em alguma.
Eu sou completamente o oposto, o que eu chamo de um “manitas para dentro”, senão veja-se o exemplo, quando eu e Marisa começámos a montar casa, eu só queria comprar dois pratos, dois copos, dois garfos e duas facas, pois para mim parecia-me ser mais do que suficiente, se éramos só dois…não concordam que qualquer outro número seria completamente absurdo?
Abracinhos
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