sábado, 15 de agosto de 2009

O Alive - A pedido de uma familia anónima


A pedido de uma família anónima, e porque realmente estava em falha para com o Optimus Alive, cá vão umas tontices sobre isso.

Isto já não é o que era dantes, e quando digo isto, refiro-me não só ao (pouco) tempo ou disponibilidade de que disponho para ir a festivais (a Mafaldinha ocupa agora esse lugar), mas essencialmente à capacidade de resistência deste corpinho maravilhoso. Quem me conhece sabe que nos festivais não tenho baixo termo, nem sequer mesmo meio termo, é sempre carga máxima, e o céu, meus amigos, é sempre o limite (principalmente se já estivermos de costas no chão, tipo tartaruga…). O problema com me ando a deparar nestes últimos festivais é que de facto já não tenho 20 anos, e cada vez, a recuperação é mais lenta e dolorosa. O que já me leva a tomar medidas de prevenção logo que chego a casa, um bom benuron acompanhado dum shot de gurosan, o corpo entra num tal estado de choque que faço “tilt” e resvalo rapidamente para o inconsciente. No dia seguinte está-se mal, mas não tão mal.
Festivais agora, é como o outro diz “de manhã é eu mais caminha”, e pelo menos dormir umas 10 horitas. Ora, no Sudoeste isto representa um problema, pois para estar numa casa, tem necessariamente de se conduzir, serviço para o qual normalmente ninguém se voluntaria…não sei porquê, já para não falar de estar 4 dias sem cagar, é natural que o corpo entre em colapso nervoso (ou se perferirem, merdoso)!
Assim o Alive é de facto uma bênção, porque estou pertíssimo de casa…
O cartaz do Alive do ano passado, para mim, estava de facto melhor, mas isto vindo de um gajo que é capaz de estar horas a falar, sem ligar ao que está a tocar no palco é no minímo suspeito. Gosto muito de música, mas também gosto muito falar, e às vezes é difícil controlar, exige um grande esforço da minha parte, principalmente depois de ter bebido uma ou outra imperialzita.
Por exemplo, este ano, no primeiro dia apareceu por lá o Duarte (nome fictício), e resolvemos meter a conversa em dia, resultado não vi practicamente nada nesse dia, mas agora posso estar outra vez um ano sem falar com o gajo, é que se nos encontrássemos agora já não tínhamos nenhum assunto para discutir.
Depois existe sempre o problema de termos acesso à área VIP, o que é de facto muito aborrecido…ter WC’s asseados, ter uns puffs para relaxar e bebida à borla, quanto à comida vê-se pouca, mas como lavamos farnel às costas, não há problema…tens é depois os verdadeiros VIP’s a cobiçar-te a bela da sandoca de panado, como se estives a comer caviar.
Nesse dia ainda cheguei a ver o fim de Metallica, mas penso que eles não terão levado a mal. Para variar, ficámos até depois do fim, alguém tem de fechar as portas daquilo…
Segundo dia, mais música, menos conversa, mas para quem gosta de música um festival é complicado, pois está sempre a tocar qualquer coisa, e não dá para ver tudo, fazem-se opções às vezes apanhas desilusões, mas também tens agradáveis surpresas. O corpo acusa cansaço, e por incrível que pareça, não aguentamos para além das 4h30m…
Terceiro dia, estou para morrer, custa-me para caraças levantar da cama, só não saio de casa mais tarde, porque quero mesmo ver Olivetree Dance, por que senão só ía lá para as oito. Arrasto-me a mim e à minha granda cabeça até à estação dos comboios e lá vou eu. Mais um dia de combate. Dói pernas, dói costas, dói cabeça...A única posição em que se consegue estar é na famosa "Posição Flamingo".
Nesse dia tinha de estar preparado para uma directa, no dia a seguir ía logo para Aljezur – expresso às 07h30m, de loucos.
Foi um dos melhores dias em termos de bandas, e para terminar, segundo informações veiculadas secretamente pelo J. ía haver uma festa no fim, na zona VIP, que ía durar até de manhã, o que era uma chatice, pois havia aqui um nítido conflito de interesses devido ao facto de ter um expresso para apanhar.
Às 4h30m, a muito custo, a minha consciência conseguiu fazer-me arrancar.
Quando estou a abandonar o recinto, liga-me o J. “Pá onde é que andas? Ainda está cá dentro do Alive? É que vamos agora roubar uma bicla de sete lugares…”…Mais tarde fiquei a saber que entraram com a bicla pela zona VIP adentro….
Fica o velho ditado: “Mesmo que não possas, fica sempre mais um bocadinho, depois de ficares mais um bocadinho”
Ainda hoje estou para saber como é aquilo durou até tão tarde, sem eu lá estar…
Agradecimentos especiais à Marisa e ao Johny Pine.
Fica a critica, uma imperial custava € 2,00, o que é muito caro, principalmente quando se bebe MIL ou MAIS...

Abracinhos

2 comentários:

  1. Ola,
    A familia anónima agradece...

    Mt bom

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  2. Oh dear, senão fosses tu aquilo nem tinha a mesma piada :) ainda me hás-de explicar como consegues arranjar tantas coisas para fazer e sítios onde ir e gente para falar num espaço tão limitado como é os dos concertos.... é que é cá uma azáfama, um(a) gajo(a) para te acompanhar é do caraças...
    O festival foi à maneira, gostei mesmo. e gosto sobretudo da parte de não ver os meus amigos em casamentos e/ou funerias mas em concertos dos bons :)

    Beijos,

    i

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