
O turco Ali Agca, que tentou matar o Papa João Paulo II no Vaticano, em 1981, pediu a nacionalidade portuguesa, mas ao que parece não lhe vai ser conferida.
Sobre o assunto, disse um membro da Igreja "no plano religioso, se ele é sincero, e creio que talvez seja, a Igreja está sempre aberta a quem realiza actos irresponsáveis e, mais tarde, decide iniciar uma vida nova e diferente". Acho que deveria ter acrescentado qual é a localização dessa igreja de que fala, pois acredito que há muito católico, não tão irresponsável, a quem não tem sido dada tanta tolerância, que pode querer lá ir.
A posição do nosso Governo foi "um estrangeiro que não seja residente, legal, em Portugal e que não conheça a língua portuguesa, só pode ter acesso à nacionalidade portuguesa em situações muito excepcionais, quando tenha prestado serviços muito relevantes ao Estado português ou à comunidade nacional". Eu concordo plenamente, não pela parte da lingua portuguesa, pois não me parece que seja um grande problema, já que existem muitos portugueses que também não a sabem, e não andamos a pensar em expulsá-los do país. O problema para mim reside precisamente nos serviços excepcionais prestados, o que claramente não aconteceu, pois se bem que lembro, o Papa sobreviveu ao atentado.
Abracinhos
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